Aprumo dos Cavalos.

Entende-se
por aprumos a exata direção que têm
os membros, com relação ao solo, de
modo que o peso corporal do cavalo seja regularmente
distribuido sobre cada um daqueles membros.

O
equilibrio
do cavalo é verificado sempre que
uma vertical baixada de seu centro de gravidade cai
dentro da base de sustentação, espaço
este limitado pelas linhas que ligam as extremidades
inferiores dos membros.

Quando
os membros são irregularmente aprumados, os
pés sofrem ruína prematura e, prejudicam
os andamentos e diminuem a resistência do animal.

Para
se avaliar corretamente o aprumo do cavalo, o animal
deve estar em estação, sobre um terreno
plano e horizontal  e com o apoio completo dos
membros formando um paralelogramo retangular.

APRUMOS
REGULARES

 Membros
Anteriores

PERFIL
Deverá
partir da articulação escápulo-umeral,
na sua porção mais anterior e
descer paralelamente ao membro, tocando o solo
a cerca de 10 cm à frente da pinça
do casco. Tirada do centro de sustentação
da espádua sobre os membros anteriores,
passar pelo meio do braço e tocar o solo
pelo meio do casco como se o dividisse lateralmente
em dois. (figura ao lado).

FRENTE
-
Esta linha é uma vertical baixada
da ponta da espádua ao solo. Dividir
teoricamente o joelho, a canela, a quartela
e o casco em partes iguais.

 

Membros
Posteriores

 


VISTO
DE PERFIL
-
baixada da ponta da nádega,
tangenciando o jarrete, tocar o solo atrás
dos talões. Baixada da soldra, toca o
solo a cerca de 10 cm adiante do casco. É
a linha baixada da articulação
coxo-femural, quepassa pelo centro da perna
e toca o solo, dividindo o casco pelo meio.

VISTO
DE TRÁS
-
baixada da ponta da nádega
ao solo e dividir, a partir do jarrete, as regiões
ao meio, ficando entre os cascos uma distância
igual a largura destes.

Aprumos
Anormais


fonte: Saudeanimal site

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Ultimo Percurso de OKI DOKI

Oki Doki como todos se lembram foi um dos maiores cavalos de hipismo da atualidade.

Seu sucesso com Albert Zoer foi imensuravel, chegando a campeão do mundo por equipe, também ganhou o bronze individual no último Campeonato Europeu que foi campeao por equipes em 2007

Oki Doki foi vendido ao cavaleiro argentino Jose Larocca dizem que por EU$ 5,000,000,00 com quem teve uma lesão no tendão em  etapa do GTC emCannes.

Não muitos dias depois tivemos a triste notícia de sua morte causada por uma colica alkiada a uma  infecçao no abdomem .

Neste video temos a última pista de Oki Doki e sua lesão em Canes GTC Tour.

É triste, realmente..


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Como detectar e sentir uma Manqueira (parte I)



Da
autoria de Dr. Luís Miguel Atayde e Dr. Mário Galiza Mendes
apresentamos um artigo sobre um tema recorrente na equitação – a
claudicação (manqueira). Sendo um problema frequente nos cavalos de desporto, é de
extrema importância saber identificar o seu aparecimento, sendo por
vezes uma tarefa difícil, que exige algum treino e sensibilidade por
parte do observador seja veterinário, cavaleiro ou proprietário.

 autoria: Dr.Luís Miguel Atayde | Dr.Mário Galiza Mendes

 A claudicação poderá ser detectada
tanto pelas alterações que provoca no andamento normal do cavalo, com
poderá ser sentida pelo cavaleiro, devido às dificuldades e
resistências que possam surgir no cavalo ao realizar determinados
exercícios.

Quando observamos os andamentos do
cavalo, deveremos faze-lo tanto de frente como de perfil e de trás
(fig. 1). Para detectarmos a claudicação normalmente visualizamos o
cavalo a trote, pois a passo só se visualizam claudicações de grau
elevado.

fig1_doc_vet

Para facilitar a detecção de uma
claudicação será importante estarmos familiarizados do modo como se
processa o andamento normal do cavalo.

O trote é um andamento em que o
membro posterior esquerdo chega ao solo ao mesmo tempo que o anterior
direito, seguindo-se um período de suspensão, chegando de seguida o
membro posterior direito e anterior esquerdo simultaneamente ao solo.

Caracterizamos assim, o trote como
um andamento saltado, porque tem um período de suspensão; de dois
tempos (batidas) porque se ouve os membros a tocar no solo por duas
vezes antes de se completar um ciclo; e por fim, é um andamento
diagonal porque os membros que chegam no mesmo tempo ao solo são
diagonais (posterior esquerdo / anterior direito e posterior direito /
anterior esquerdo) (fig. 2).

fig_2_doc_vet

Perante uma claudicação temos que
descobrir qual o membro que está doloroso. Durante o apoio do membro
afectado o cavalo vai tentar aliviar a força de embate no solo,
provocando alterações visíveis na locomoção.

Uma
das alterações que podemos observar é o elevar da cabeça (fig. nº 3A),
no caso da dor se localizar num membro anterior, ou o elevar da garupa
(fig. n.º 3B), no caso da dor se localizar num membro posterior, quando
o membro afectado embate no solo
.

Estas claudicações em que o cavalo
contrabalança com o movimento da cabeça / garupa para aliviar o peso no
membro afectado, são as mais fáceis de detectar, mas nas claudicações
mais ligeiras poderá este movimento não ser observado.

Outra alteração que o observador
deverá estar atento é a força de embate do membro no solo, podendo esta
força ser avaliada pelo grau de extensibilidade do boleto. No apoio do
membro sem dor, verificamos que o boleto fica mais estendido e mais
baixo
, quando comparamos com o apoio do membro com dor (fig. nº 4).

Também, devido às diferentes forças
de apoio dos membros, poderemos ouvir o som provocado pela batida com
uma intensidade menor ou maior, consoante o membro afectado ou o
saudável chegam ao solo, sendo este som mais alto quando a força de
embate é maior, por conseguinte quando o membro saudável bate no solo.

fig3_doc_vet

Outro ponto que o observador deverá
estar atento, é na possibilidade de erro de diagnóstico quando se tenta
detectar uma claudicação.

O erro comum deve-se ao facto do
apoio dos membros no trote ser feito por diagonais, levando isto a que
se possa confundir a claudicação em diagonal, por exemplo um cavalo com
dor no membro posterior direito, alivia o peso quando a diagonal
posterior direito anterior esquerdo chega ao solo, podendo neste caso a
claudicação do posterior direito ser erroneamente diagnosticada como
uma claudicação do anterior esquerdo.

fig4_doc_vet

Poderemos ter vários tipos de
claudicação, numas a dor acontece quando o membro embate no solo
(claudicação do membro de apoio), noutras a dor surge quando o membro
se desloca no ar (claudicação do membro em suspensão) (fig. nº 5).

Normalmente as claudicações do
membro de apoio devem-se a problemas ósseos ou articulares das
extremidades distais dos membros, estruturas estas mais forçadas no
apoio do membro. Enquanto as claudicações do membro em suspensão são
provenientes na maior parte das vezes de problemas a nível muscular /
ligamentar da parte proximal do membro ou das articulações proximais
(ombro e soldra), estruturas estas mais forçadas quando o membro se
desloca no ar.

Estes dois tipos de claudicação,
comportam-se de maneira diferente em determinados tipos de exercícios.
No caso das claudicações do membro de apoio vão ser exacerbadas nos
círculos em que o membro afectado se encontra do lado de dentro, isto
porque os membros do lado de dentro do círculo suportam mais peso e
efectuam mais força no embate com o solo, isto tanto devido à
encurvação ao lado de dentro como à força centrípeta. Já as
claudicações do membro em suspensão são exacerbadas nos círculos em que
o membro afectado se encontra do lado de fora, isto porque os membros
do lado de fora têm que fazer um círculo com um diâmetro maior tendo
assim uma deslocação mais ampla (fig. nº 6).

fig5_doc_vet

Muito importante para ajudar no
diagnóstico de uma claudicação é, em simultâneo, o veterinário
compreender os dados que o cavaleiro fornece, e o cavaleiro saber
transmitir os dados ao veterinário. Isto porque, muitas claudicações
poderão ser ligeiras no exame clínico de rotina, mas sentidas pelo
cavaleiro como dificuldades que o cavalo apresenta ao longo do trabalho.

No trabalho a trote os membros que
suportam mais peso são os do lado da encurvação. Quando temos uma
claudicação o cavaleiro poderá sentir dificuldades no trabalho a trote
para a mão em que o membro afectado se encontra do lado dentro. Por
exemplo um cavalo com dor no membro anterior esquerdo poderá ter
dificuldades no trabalho para a mão esquerda, pesar na rédea esquerda,
ter uma resistência e ficar “duro” à esquerda (fig. nº 7). Uma defesa
que o cavalo poderá adoptar, quando se encurva para o lado do membro
que lhe dói, é fixar a garupa do lado dentro e assim transmitir o peso
e força de apoio para a espádua de fora (fig. n.º 8).

fig6_doc_vet

Nas claudicações do membro em
suspensão, o cavalo terá dificuldades nos alargamentos de trote,
principalmente quando são feitos num círculo em que o membro afectado
se encontra do lado de fora (fig. n.º 9).

fig7_doc_vet

Para compreendermos as dificuldades
que o cavalo poderá ter no galope, deveremos estar familiarizados de
como se processa este andamento em condições normais. O galope é um
andamento saltado, porque tem um período de suspensão. Tem três batidas
(tempos), sendo a primeira batida realizada quando posterior do lado de
fora chega ao solo, a segunda batida quando a diagonal posterior de
dentro e anterior de fora chagam ao solo, e por fim a terceira batida
quando anterior de dentro chega ao solo (fig. nº. 10). Os membros mais
forçados no galope são os que chegam sozinhos ao solo (posterior de
fora e anterior de dentro) (fig. nº 10) e os membros que dão a impulsão
(empurram) no galope são o anterior e posterior de fora.

fig8_doc_vet

Por exemplo um cavalo com uma
claudicação do membro posterior esquerdo, vai apresentar dificuldades a
sair a galope para a direita, pois no galope para a direita, o
posterior esquerdo (de fora) vai ser o mais forçado (fig. n.º 11 c). No
galope para a direita vai desunir-se passando a primeira batida a ser
realizada pelo posterior direito, a segunda batida posterior esquerdo
anterior esquerdo e a terceira batida anterior direito, assim o cavalo
alivia o esforço do membro posterior esquerdo, deixando este de apoiar
sozinho no solo (fig. n.º 12). O cavalo vai ter dificuldades nas
passagens de mão da esquerda para a direita, precipitando o galope ou
atrasando o posterior, devendo-se isto ao facto do cavalo passar a
apoiar o membro dolorido sozinho no solo.

Um cavalo com claudicação de um
membro anterior, tem tendência a picar o galope quando galopa para o
lado contrário ao da mão afectada, isto porque, o membro anterior de
fora em conjunto com o posterior de fora serem os membros que mais
impulsão imprimem ao galope, estando o membro anterior de fora
lesionado essa impulsão será limitada e o cavalo em vez de sair para
diante cai sobre as espáduas (fig. n.º 13)

fig9_doc_vet

fig10_doc_vet

legendafig10

fig11_doc_vet

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Brocas nos Cascos.


Nome
genérico:
Pododermatite infecciosa, necrobacilose.

Sintomas:
Pé inflamado com deformação e em casos mais agudos ocasiona
a perda do casco. Apresenta mau cheiro e profundas rachaduras.
O cavalo deve sentir dor e mancar.

 Como evitar: Neste caso a higiene é fundamental
na criação. Mantenha

as instalações livre de lama e umidade excessiva e limpe
todos os dias as ranilhas de seu animal.

Tratamento:
O local afetado deve ser totalmente limpo, retirando
toda a parte escura de ferida. O tratamento é feito
com a aplicação local de tintura de iodo ou sulfato
de cobre.

fonte Hipismobrasil

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Colicas em cavalos …

Dr. Carlos Rosa Santos

Todos
os cavalos podem ser afectados por cólicas pois a estrutura e o modo de
funcionamento do intestino são factores que contribuem para o
aparecimento destas. Por outro lado, um cavalo saudável, bem
alimentado, desparasitado e cujo maneio diário seja bom é certamente um
cavalo com menos probabilidades de sofrer cólicas intestinais.

Cólica o Inimigo Comum

No
entanto, não é possível evitar completamente o problema, embora algumas
medidas preventivas possam ser implementadas a fim de diminuir os
riscos. Vamos abordar quatro, começando pela ALIMENTAÇÃO.

Mudanças
bruscas de alimentação são uma causa conhecida de cólicas e embora
alguns cavalos possam tolerar estas mudanças, não se deve assumir que
isto aconteça com todos. De facto, quando se processam alterações ao
regime alimentar, mesmo que não se chegue ao extremo de aparecer uma
cólica há sempre alterações ao nível da flora intestinal que é onde
assenta todo o processo digestivo. Isto acontece com o aparecimento da
erva nova da Primavera, nas mudanças em qualidade e quantidade do feno,
na qualidade e tipo de concentrados fornecidos ao animal.

Mudanças
alimentares devem ser sempre planeadas de modo a que sejam graduais e
efectuadas num período de 3 a 4 dias. Deste modo, as bactérias
intestinais responsáveis pela digestão dos alimentos conseguem
adaptar-se mais facilmente à nova ração.

Cólica o Inimigo Comum

ÁGUA
- Animais cansados, muito quentes ou simplesmente privados de água por
longos períodos podem ser sujeitos a cólicas se beberem subitamente
grandes quantidades de água (mesmo que esta não esteja muito fria).
Deve-se deixar o cavalo arrefecer depois do trabalho e só depois
permitir o acesso livre à água. Uma solução electrolítica misturada na
água faz com que a sede diminua e evita o consumo excessivo de água.

É pois importante que depois do exercício a primeira bebida seja de volume limitado e sem extremos de temperatura.

CUIDADOS
DENTÁRIOS – Dentes em más condições são uma causa conhecida de cólicas
ou diarreias. A mastigação eficaz é uma das fases mais importantes da
digestão, talvez a mais importante pois é a preparação dos alimentos
para sofrerem processos digestivos mais sofisticados.

Os
dentes dos cavalos até aos 12 anos de idade devem ser verificados por
um médico veterinário pelo menos uma vez por ano. A partir desta idade,
check-ups” frequentes são normalmente necessários. Aconselha-se os
proprietários de animais com episódios regulares de cólica e/ou
diarreia sem causes identificáveis, a solicitarem a verificação da mesa
dentária dos mesmos.

Cólica o Inimigo Comum

PARASITAS INTERNOS
- Mesmo pequenas infestações parasitárias pequenas podem ocasionar
sérios casos de cólica. Cavalos com infestações severas não são um
risco só para eles próprios mas também para outros que com eles
coabitam.

Os Ascarídeos em poldros raramente provocam cólicas, porém são causa de crescimento retardado, pelagem sem brilho e diarreia.

Os
Estrongilos são sempre causa de alterações circulatórias na parede
intestinal e podem causar desde cólicas ligeiras a outras mais graves.
Os pequenos estrongilos podem causar lesões na parede intestinal mas
são raramente causa de cólicas.

Em estudos recentes foi também provado que as ténias são a causa de um tipo muito peculiar de cólica.

Não
queremos deixar de referir a importância de se implementarem programas
de desparasitação que incluam todos os cavalos de uma propriedade ou de
um grupo de cavalos estabulados.

Não se devem só desparasitar determinados animais num grupo pois os que não o forem passam a constituir um risco para os outros.

fonte – equisport-pt

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Morre Oki Doki

Triste notícia chocou o mundo do hipismo. Comprado no início deste ano pelo cavaleiro argentino Jose Larocca ( por cerca de EU 5.000.000,00), Oki Doki o famoso KWPN lesionou o tendão durante a etapa do Global Champions Tour em Cannes. Operado com sucesso,  parecia estar se recuperando bem até ontem. Os veterinários decidiram então levá-lo para a clínica, em Berna na Suica, mas o cavalo de 14 anos  infelizmente não resistiu e morreu de uma infecção desenvolvida no abdômen.

Uma grande perda para o hipismo no mundo

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Cavalos entendem seres humanos melhor do que qualquer outro animal




Cavalos comunicam com seres humanos

Foto: Gabriele Boiselle

Investigações
recentes demonstram que os cavalos entendem naturalmente melhor a
comunicação humana do que outros animais domésticos, reagindo a
movimentos súbteis dos olhos ou do corpo.

Durante o estudo, investigadores do Departamento de Psicologia da
Universidade de Sussex, experimentaram cinco maneiras diferentes de os
cavalos se aproximarem de um balde vazio: colocando em frente ao balde
uma placa de madeira listrada como se fosse uma zebra, apontando para o
balde, dando pancadas no mesmo, olhando fixamente para o balde e
colocando uma pessoa na direcção do balde. Sempre que os cavalos se
aproximassem do balde, era colocada uma cenoura no seu interior. No
final, os 34 cavalos utilizados na experiência responderam
positivamente à placa de madeira e quando alguém apontava para o balde,
mas falharam nas restantes situações.

Nas conclusões do estudo, publicadas na mais recente edição da revista
“Animal Behaviour”, os investigadores escreveram que “o padrão global
de resposta dos cavalos indica que estes utilizaram as pistas que os
estimularam mais na hora de escolherem, não compreendendo a informação
transmitida pelas pistas”.Leanne Proops, uma das investigadoras
envolvida no estudo, explicou ao “Discovery News” que, com algum
treino, os cavalos têm capacidade para resolver todos os desafios.

Tudo indica que a forma como o Homem foi domesticando o cavalo terá
afectado, em parte, a forma como respondem aos seres humanos.

“Os cavalos são seres altamente sociais, que recorrem muito aos movimentos faciais e do corpo para comunicar entre si”

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